Dia Internacional do Trabalhador

1° de maio fábrica Putilov

O primeiro de maio está intimamente ligado com a luta dos trabalhadores por melhores condições de trabalho, sobretudo, pela jornada de 8 horas diárias sem redução de salário.

A criação do Dia do Trabalhador é associada a uma greve de trabalhadores em Chicago que reivindicava a jornada de 8 horas diárias, isso num contexto em que as pessoas poderiam trabalhar até 15 horas por dia. A  greve começou no dia 1° de maio de 1886 e terminou no dia 4 do mesmo mês, com a chamada Revolta de Haymarket, na qual a polícia matou 6 trabalhadores no dia 3 e prendeu 8 pessoas no dia 4 — entre elas, 4 foram condenados à prisão perpétua e os outros 4 foram condenados à forca, embora um tenha se suicidado ainda na prisão.

Entretanto, existem registros de celebrações do Dia do Trabalhador em datas anteriores a essa. A prática pode ser observada, sobretudo na europa, desde o começo do século XIX, período em que começa a Revolução Industrial e, consequentemente, surge a classe operária.

O Dia do Trabalhador que acontece no primeiro dia do mês de maio é feriado nacional em mais de 80 países. Ele foi oficializado como o Dia Internacional dos Trabalhadores em 1889, no 1° Congresso da II Internacional Socialista, em Paris, no centenário da Revolução Francesa, como uma aceitação do dia instituído pela Federation of Organized Trades and Labor Unions of the United States and Canada (FOTLU), que havia adotado a data em homenagem aos mártires da Revolta de Haymarket.

 

“O Congresso decide organizar uma grande manifestação internacional para que em todos os países e cidades, em um dia escolhido, as massas trabalhadoras exijam das autoridades estatais a redução legal da jornada de trabalho para oito horas, assim como a realização de outras decisões do Congresso de Paris. Já que uma manifestação semelhante foi marcada para 1º de maio de 1890 pela American Federation of Labor, em sua convenção em St. Louis, em dezembro de 1888, este dia foi adotado para a manifestação internacional. Os trabalhadores dos vários países devem organizar esta manifestação de acordo com as condições existentes em cada país.”

Resolução adotada no Congresso da II Internacional Socialista.

 

Na Nova Zelândia, por exemplo, o Dia do Trabalhador é celebrado na primeira semana de outubro, em homenagem a conquista das jornada de 8 horas de trabalho, uma vez que o país foi o primeiro a adotar tais medidas. Na Austrália, o dia varia de região para região, tendo cerca de 4 datas diferentes. Nos Estados Unidos, existem duas datas em que o evento é celebrado: o May Day, em maio, e o Labor Day, em setembro, embora apenas o segundo seja considerado um feriado nacional.

No Brasil, o presidente Artur Bernardes, pressionado pelas grandes greves que ocorreram entre 1917 e 1919 e pela crescente adoção do dia como feriado nacional em diversos países, oficializou o 1° de maio como Dia do Trabalhador, em 1924.

Apesar da data ser propagada como um dia de descanso, sua origem vem da luta dos trabalhadores por melhores condições de trabalho e ainda hoje é celebrada com protestos em prol dos trabalhadores, que lutam por melhores salários, equipamentos de segurança, seguridade social, a redução da jornada de trabalho para 6 horas — como tentativa de diminuição do desemprego —, entre outras lutas específicas de determinadas épocas e regiões.

Em maio de 2020, devido a pandemia do coronavírus, muitas manifestações, desfiles e passeatas tradicionais foram canceladas. Apesar disso, trabalhadores de vários países tomaram a iniciativa de organizar seus próprios atos, respeitando as restrições e tomando os devidos cuidados contra a doença.

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