06/08/1945: É lançada a bomba atômica em Hiroshima

bomba de hiroshima

No dia 6 de agosto de 1945 é lançada uma bomba atômica em Hiroshima.

Considerado por muitos como o acontecimento que marca o fim da Segunda Guerra Mundial e o início da Guerra Fria, o lançamento da bomba atômica “Little Boy” em Hiroshima, no Japão, foi feita pelos Estados Unidos com a justificativa de forçar uma rendição do país, considerando que, mesmo tendo perdido a guerra — Mussolini já havia sido morto e Hitler já havia se suicidado —, o Japão ainda não havia se rendido.

Estimativas indicam que cerca de 140 mil pessoas teriam morrido com a explosão, milhares delas na hora e outras com as consequências da forte radiação. A explosão destruiu a cidade e suas consequências podem ser vistas até hoje em memoriais, museus e até nas poucas estruturas que não foram destruídas e que os cidadãos decidiram conservar.

Após a explosão ocorreu a chamada “chuva negra” — uma chuva tóxica, de cor preta, que ocorreu devido a fumaça formada pela explosão. Muitas pessoas acabaram se prejudicando por beber ou por simplesmente banharem-se naquela chuva. 

Estudos hoje demonstram que o lançamento da bomba de Hiroshima e, posteriormente, a de Nagasaki, não era um ato necessário, uma vez que o Japão estava a ponto de se render e, caso não estivesse, não teria recursos para continuar com a batalha. 

Outro ponto discutido é que o lançamento das bombas não era nada mais que uma demonstração de poder dos Estados Unidos para a União Soviética, uma vez que a última estava cada vez mais fortalecida e competiria com os EUA pelo status de mais importante potência mundial, tendo as bombas, portanto, dado início a chamada Guerra Fria.

O acontecimento é considerado por alguns historiadores como um crime de guerra. Outros afirmam que os bombardeios foram necessários e até vantajosos, alegando que o número de mortos causado poderia ser muito maior caso houvesse conflito entre o Japão e os Aliados.

Até hoje existem sobreviventes. Algumas pessoas tiveram o azar de estarem em Hiroshima no dia do bombardeio e, depois, em Nagasaki, que foi bombardeada no dia 9 com uma bomba ainda mais potente. Essas pessoas, chamadas de “hibakushas”, preservam a memória das cidades e dos resultados da guerra, sendo também fortes defensores da abolição de armamentos nucleares.

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