04/10/2006: É lançada a WikiLeaks

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Em 4 de outubro de 2006 era lançada a WikiLeaks.

Fundada pelo jornalista Julian Assange em 2006, a WikiLeaks é uma organização de mídia e biblioteca virtual multinacional que funciona através do sítio na internet wikileaks.org. Este foi criado com o objetivo de analisar e publicar um número incontável de dados — como documentos, vídeos, áudios e imagens — que foram censurados ou restritos, tendo esses relações com situações de guerra, espionagem e corrupção por parte de autoridades governamentais de diversos países, sobretudo dos Estados Unidos.

De acordo com o site da organização, de 2006 até os dias de hoje a WikiLeaks publicou cerca de 10 milhões de arquivos, entre eles vídeos e documentos que provavam o envolvimento da Agência Central de Inteligência norte-americana (Central Intelligence Agency – CIA) na espionagem de autoridades de outros países, a exemplo de Dilma Rousseff, na época presidenta do Brasil, e de muitas pessoas próximas a ela. Outro caso que teve repercussão no mundo inteiro — e acabou sendo o pontapé inicial para a disseminação da WikiLeaks e de sua causa — foram as filmagens feitas por soldados norte americanos durante a Guerra do Iraque, que denunciavam crimes de guerra cometidos durante o conflito.

Vídeo com explicações sobre as filmagens

Filmagem completa

A organização e seus jornalistas ganharam inúmeros prêmios, além de ter sido 6 vezes consecutivas indicada ao nobel da paz. Até hoje todos os documentos publicados pela WikiLeaks foram provados como verdadeiros. Devido ao golpe sofrido pelos países — sobretudo os EUA — ao ter parte de suas informações confidenciais publicadas na internet, foi iniciada uma intensa perseguição aos principais líderes da organização, sobretudo Julian Assange. O fundador da WikiLeaks foi acusado de estupro e, hoje, sem qualquer comprovação de que algo realmente tenha acontecido, está preso em Londres.

Inicialmente, a denúncia de estupro — já denunciada como sendo uma armação — fez com que Assange pedisse asilo político na embaixada do Equador em Londres. O jornalista passou 7 anos no local e inclusive  acabou por tirar uma cidadania equatoriana. Entretanto, em 2019 o presidente equatoriano, Lenin Moreno, retirou o asilo de Assange, permitindo que a polícia londrina entrasse na embaixada equatoriana e prendesse o jornalista. A WikiLeaks afirma que estão sendo feitas investigações que apontam corrupção por parte de  Lenin Moreno e até de uma redução da dívida equatoriana com os Estados Unidos.

A acusação de estupro foi desfeita, mas Assange não foi libertado. Os EUA agora abertamente o acusam de publicar documentos secretos, espionagem e fraude, exigindo a extradição do jornalista para ser julgados no país; uma decisão que não faria sentido, uma vez que Assange não tem relação nenhuma com os EUA. Seus defensores afirmam que, caso isso aconteça, tortura, assassinato ou até um suicídio por parte do jornalista é possível. A situação de Assange na prisão já foi denunciada como precária, inclusive com denúncias de tortura psicológica. Recentemente foi revelado que autoridades norte-americanas cogitaram uma tentativa de assassinato por envenenamento do jornalista enquanto este ainda estava na embaixada, além de uma tentativa de sequestro.

Apesar da prisão de Assange e das inúmeras violações de seus direitos, a WikiLeaks continua publicando documentos de seu vasto material confidencial e fazendo campanhas pela liberdade do jornalista e por um jornalismo livre.

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